O meu Mentor / My Mentor
Eterna Lealdade
Carlos Alberto Santos – nome próprio de um pintor e ilustrador português; nome reverenciado por mim…
Pintor, Amigo e Mestre – são alguns dos adjectivos que me saltam logo do coração.
Homem reservado… mas verdadeiramente tranquilo na sua essência…
Anseia sempre pintar e representar os feitos do nosso Portugal de uma forma única, ímpar, inconfundível e fantástica!
O seu olhar vago mas sonhador, faz deste homem ser quem é: um Mestre de pintura pátria, um mestre que se salienta de forma ímpar pela sua lealdade à nossa nação… Um homem que acredita no Quinto Império!
Carlos Alberto Santos tem demonstrado, ao longo de todas estas décadas, que foi sempre um apaixonado por esta terra lusa; por esta terra de Viriato.
O gosto pela História está tão fortemente gravado no seu coração quanto o seu dom de pintura!
Esta simbiose faz com que este pintor represente a Arte/História de uma forma tal que nos faz pensar, e crer até, que este vivenciou todas as suas temáticas em variadíssimas reencarnações! A forma como nos transmite a mensagem é algo majestosa – e faz-nos verdadeiramente crer que vivenciou os momentos das suas representações pictóricas…
As temáticas das suas telas transportam-nos de imediato para um passado tão descritivo, pormenorizado e com uma carga emotiva de tal forma inconfundível que nos fazem logo recordar as aulas de História que tivemos há muitos, muitos anos atrás…
E na nossa mente, essas memórias pátrias são materializadas nas suas ilustrações – dando, assim, a Arte deste Mestre, personalidade concreta às figuras da nossa História.
Mestre, a si me refiro neste momento:
O seu exemplo como ser humano,
a sua generosidade como amigo,
a sua abertura como colega de profissão,
a sua humildade como mestre…
Fazem de si um exemplo a seguir,
fazem de si um homem a nunca esquecer,
fazem de si um singular patriota.
E fazem de mim, simplesmente, uma discípula com eterna lealdade.
Obrigada Mestre.
por: Gabriela Marques da Costa
Biografia
O pintor Carlos Alberto Santos nasceu em 1933 em Lisboa.
Ao longo da sua carreira, tem-se dedicado, sobretudo, aos temas da história e da cultura portuguesa.
Carlos Alberto começou como ilustrador em 1947, no atelier de publicidade de José David, e trabalhou em empresas como a Fotogravura Nacional e a Agência Portuguesa de Revistas, para a qual foi convidado, tinha então 17 anos, para fazer a ilustração de cromos para o livro «História de Portugal», que se tornou na colecção de maior sucesso no país. Dado o sucesso da colecção, foi reeditada mais de vinte vezes, percorrendo as gerações de jovens das décadas de 50, 60 e 70, que ainda hoje guardam memórias dos famosos cromos da história de Portugal.
Ainda no exercício da sua actividade de ilustrador, na Agência Portuguesa de Revistas, publicou mais cinco colecções de cromos: «Trajos Típicos de Todo o Mundo» (1958); «História de Lisboa» (1960); «Camões» (1966) – que é a figura da história de Portugal que o pintor mais admira; «Romeu e Julieta» (1969); e «Pedro Álvares Cabral» (1972). Duas outras colecções (Os «Três Mosqueteiros» e «Robin dos Bosques») foram completadas mas não chegaram a ser editadas.
O seu último projecto na área do cromo tratava-se de um álbum sobre os «Lusíadas», de Luís de Camões. Essa colecção, completa, teria cerca de 300 cromos, tendo sido ilustradas as estâncias 1 até à 44 do Canto I, através de vinte guaches, dos quais dezoito ainda existem.
Através da arte do cromo, na qual trabalhou durante 20 anos, Carlos Alberto conseguiu o reconhecimento de várias gerações de jovens portugueses, mas é enquanto pintor de temas da história de Portugal que é actualmente reconhecido.
Enquanto colaborador da editora “Amigos do Livro”, Lisboa, no período de 1979/87, e em colaboração estreita com o Autor dos textos, Raúl Correia, ilustrou, entre outras, as obras/colecções seguintes: “A Vida de Jesus” (uma das únicas obras da edição mundial, com ilustrações criadas expressamente), “Quadros da História de Portugal”, “As Histórias do Avozinho”, “Histórias de Todo o Mundo Contadas às Crianças”, “Lendas Portuguesas”. A tiragem global foi superior a 300 000 exemplares, o que ilustra o bom acolhimento que as obras mereceram.
Até à data expôs os seus trabalhos em 44 exposições individuais e 50 colectivas, em Portugal e no estrangeiro, em locais como a Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa; o Faculty Club of the MIT, em Boston; a Biblioteca Casa da Saudade, em New Bedford; a Biblioteca Pública de Cambridge, entre outros. Está ainda representado em exposições particulares do mundo inteiro. O livro «História», terceiro volume da colecção «Ser Português», inclui uma compilação de diversas pinturas de Carlos Alberto sobre os temas d’ «O Mar» e d’ «O Pensamento Português». Nessa obra estão retratados episódios da história nacional e universal, desde a Idade Média até aos princípios do século XIX, sendo que as reproduções de algumas das pinturas são acompanhadas por uma pequena legenda explicativa.
Em Portugal, algumas telas do pintor podem ser vistas no Museu Militar da cidade do Porto.
Curiosidade: o Professor José Hermano Saraiva recorre muitas vezes, no seu programa «A Alma e a Gente», às telas de Carlos Alberto, para ilustrar determinadas personalidades e episódios da história de Portugal.
(excerpt from http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Alberto_Santos_(pintor))



Um grande Mestre, que a generalidade dos portugueses desconhece, mas reconhecidíssimo no estrangeiro.
Sem dúvida uma alma impar.
Nem imagina o quanto eu gosto deste homem.
Obrigada por partilhar, copiei a foto, espero que não se importe.
beijo d’enxofre